Ex-Prefeito de Queiroz é preso acusado de improbidade administrativa

0
757

Ex-prefeito de Queiroz, Wagner Nunes Martins, foi preso na tarde desta segunda-feira na cidade de  Getulina. A prisão ocorreu em virtude de mandado de prisão expedido pela justiça e enviada à delegacia de Tupã e repassado aos policiais de Getulina.

Wagner Nunes Martins foi condenado pela justiça por improbidade administrativa e terá de cumprir a pena de 6 anos e oito meses de reclusão em regime semiaberto. Consta no mandado de prisão que não cabe mais recurso.

No ano de 2010, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a condenação do ex-prefeito. O então prefeito de Queiroz, Wagner Nunes Martins, na época foi acusado de ter efetuado pagamentos a empresas fictícias e inativas, por meio de cheques da Municipalidade, com emissão de notas fiscais.

O relator do processo, desembargador Luiz Ganzeria observa que Wagner Nunes Martins, ex-prefeito do município, teria efetuado pagamentos a empresas fictícias e inativas, por meio de cheques da Municipalidade, com emissão de notas fiscais preenchidas pelo segundo acionado. Entretanto, constatou-se, pela relação dos empenhos, que alguns dos cheques foram emitidos nominais ao primeiro requerido, com endosso e saque em caixa, totalizando um desvio de R$ 134.273,30.

Em 2010, ele foi condenado, em primeira instância, a suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa civil de valor igual aos danos atualizados, proibição de contratar com o Poder Público e de receber benefícios ou incentivos fiscais e crediticios, direta ou indiretamente, pelo prazo de 10 anos.

Entre as empresas fictícias ou inativas, uma delas seria de Marília: Daniel Paduim Marília-ME, consta como inativa desde 15.10.99. De acordo com exame grafotécnico, realizado pela Polícia Civil de Marília, notas fiscais teriam sido preenchidas pelo ex-prefeito.

Na época em sua defesa, alegou que não teria sido beneficiado com esse dinheiro. “Todavia, não há comprovação, nos autos, do repasse aos credores, como alega, nem documento algum a referendar sua tese. Em momento algum o réu conseguiu explicar e comprovar a licitude das despesas e a razão do desvio de dinheiro público em seu benefício”, afirma o relator do processo, ao manter a condenação.

gfu_800_00022331

Redação: Jornal Fato na Foto com informações Tupãnotícias