Futuro da Estância Turistica de Tupã

0
782

Oficina da APRECESP discute futuro de estâncias turísticas
A última segunda-feira(11), o secretário municipal de Planejamento Henry Fujita, esteve na cidade de Brotas para participar da Oficina de capacitação da APRECESP (Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo), onde participou de uma oficina de capacitação estratégica para o departamento de convênios junto ao DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento) das destinada às estâncias turísticas.
Na ocasião, apenas quatro estâncias estavam representadas na reunião oficina. O evento começou às 9 horas, com um discurso de abertura do prefeito de Brotas, Orlando Pereira Barreto Neto.
De acordo com Shirley Dantas, consultora de projetos da APRECESP, o objetivo da oficina de capacitação é assessorar as prefeituras, em questão as dificuldades de aprovação de projetos de 2015 junto ao DADE.
“A APRECESP tem trabalhado com oficinas, capacitações e cursos para aproximar as prefeituras estâncias turísticas, para que elas possam se conhecer, trocar experiências e tirar dúvidas. Isso também ajuda a APRECESP a entender um pouco mais as dificuldades que as prefeituras passam para que possamos levar essas dificuldades para o Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (DADE), através de reuniões do Conselho de Orientação e Controle do DADE“, conta.
Segundo Shirley, esse foi o primeiro encontro voltado não só para o entendimento dos problemas que cada estância turística enfrenta, mas também com o objetivo de discutir o futuro das estâncias. “Com esse último encontro nós já temos uma base no que pode ser melhorado e o que devemos acrescentar, para melhorar a relação entre o DADE e as estâncias”, diz.
Um dos itens da pauta foi o projeto recentemente aprovado que altera os critérios para concessão e manutenção do título de estância turística, criando um ranking entre as 70 estâncias turísticas que definirá as cidades que continuarão sendo consideradas estâncias, e consequentemente mantendo do direito de receber verbas do DADE.
“O ranqueamento será uma espécie de seleção que cada município, que tenha o interesse turístico, terá de passar para se tornar uma estância turística. A partir do momento que o município for selecionado terá que atender certos critérios que existem na lei, como exemplo, a existência de um plano diretor que toda estância deve apresentar”, esclarece.

De acordo com Shirley, outros dois critérios importantes são a existência de COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) e infraestrutura base que uma estância turística deve ter, com no mínimo o apoio de recepção ao turista.
Ainda segundo a consultora de projetos da APRECESP, ainda não há uma data definida para o ranqueamento entrar em vigor. Shirley explicou também que ainda não foram definidos todos os critério de avaliação das estâncias.
“O que existe até o momento é a proposta desse ranqueamento entre as 70 estâncias turísticas do estado, além da intenção de analisar o potencial turístico de 140 municípios interessados em obter o título”.
De acordo com ela, o governo do estado não criou ainda um calendário oficial para que sejam apresentadas essas propostas, mas o ranqueamento pode ser iniciado já no ano que vem, quando os 140 municípios tiverem passado por analise.
“O município atendendo a esses critérios e se tornando município de interesse turístico eles passam a participar, juntamente com as estâncias, a ter o direito a um fundo de melhoria das estâncias turísticas, que é o fundo do DADE. Então já nesse ano 20% desse fundo será destinado para os Municípios de Interesse Turístico (MIT)”, conta.
“As estâncias que não conseguirem sustentar a sua potencialidade turística, ou seja, ter o seu plano diretor turístico implementado e aprovado; um COMTUR funcionando de forma participativa e criteriosa, sendo parceira do poder publico nesse sentido e que não tiver investido devidamente na sua infraestrutura turística, corre o risco de perder a vaga pra um município de interesse turístico e a cidade perder o seu título de estância”, explica.
A consultora revela ainda que não é de interesse do estado tirar o título de estância de nenhum município, mas sim qualificar esses municípios para que as estâncias possam se desenvolver.

AmnDazPnEVWeCiCBcqdWMLLs6wbxsWfF_LttXZC67HEv

Plano Diretor de Turismo

Segundo Shirley Dantas, o Plano Diretor de Turismo é um documento, que tem o papel de nortear as diretrizes da estância, no caso de Tupã, o documento serve para direcionar a vocação que o município pretende impulsionar.
“Para que Tupã continue se consolidando como estância importante para o estado de São Paulo. Esse plano tem que estar apresentando um inventário, onde defini quais os atrativos turísticos que existem no município e na região; assim como também qual a capacidade de hospedagem do município e a capacidade de oferta turística para quem visita a cidade”, explica.
De acordo com ela, o documento servirá como um diagnóstico para o retrato turístico de Tupã, apresentando o que a população entende que é primordial priorizar, potencializar, ou trabalhar melhor uma vocação que ainda não esteja sendo trabalhada.
“O Plano Diretor de Turismo tem que ser trabalhado com poder público, com a iniciativa privada através de uma parceira fundamental e qualificada do COMTUR. O COMTUR tem que ser composto por pessoas que gostem e sejam envolvidas pelo turismo, e que, principalmente, gostem de Tupã, que se orgulhem de ser estância turística. Ou seja, é fundamental para o poder publico abrir esse ‘canal’ que faça com que o COMTUR seja de fato um parceiro qualificado e tenha como foco essa visão de futuro para o desenvolvimento turístico de Tupã”, ressalta.
A consultora de projetos da APRECESP ainda elogiou a participação do município de Tupã, representada pelo atual secretário de planejamento Henri Fujita, e falou da importância do encontro entre as estâncias.
“É fundamental que as estâncias se posicionem, que elas participem das oficinas e reuniões. É muito fácil uma Prefeitura que não participa dos eventos e capacitações, ficar reclamando que o DADE não os ajuda, enquanto existem essas possibilidades de canais e eles não participam. Tupã se mostrou empenhada em participar desde o inicio, mostrando que tem vontade de crescer e que de fato as coisas podem acontecer. Tupã é uma estância que está de parabéns pois esta buscando soluções ao invés de ficar arrumando desculpas”, diz.
Já o secretário de Planejamento de Tupã, Henry Fujita, destacou a importância da participação no evento e lembrou que os encontros da APRECESP representa uma oportunidade para os municipais trocarem informações, ações e iniciativas em prol do turismo paulista.
“Trata-se de uma reunião de trabalho em que é realizada a prestação de contas das atividades da entidade, além de discutir todos os aspectos que envolvem a atividade turística, seja nos municípios ou no estado”, conta.
Henry ainda avalia os encontros como fundamentais para o desenvolvimento turístico das estâncias. “Como associado à APRECESP, Tupã tem que estar presente porque sempre tem algo novo a acrescentar. É importante para que nós possamos melhorar nossas condições como Estância e, acima de tudo, trocar experiências com os demais municípios”, declara.

APRECESP

A Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo (APRECESP) é uma entidade privada que atua em prol do desenvolvimento turístico das estâncias do Estado de São Paulo. Fundada em 1985, a APRECESP tem hoje 70 estâncias associadas.
A APRECESP desenvolve um papel de representar as estâncias em seus interesses junto ao governo do estado. A associação é presidida a cada ano por um prefeito, que é eleito pelos 70 prefeitos que fazem parte da associação, e tem uma diretoria executiva composta por uma equipe operacional com experiência em atuação política.
Os municípios considerados estâncias obtêm verbas específicas para investimentos em infraestrutura turística, repassadas pelo Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (DADE) – vinculado à Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.